Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que há no mundo cerca de 1,2 bilhões de pessoas com risco elevado de complicações em decorrência da gripe: 385 milhões na faixa etária acima de 65 anos, 140 milhões em crianças e 700 milhões de crianças e adultos são acometidos com doença crônica.
Além disso, 24 milhões de trabalhadores da área de saúde devem ser imunizados tendo como finalidade proteger os profissionais que atuam na assistência aos doentes visando à preservação desta força de trabalho, bem como para evitar a propagação da doença para a população de alto risco.
A OMS considera a vacinação da gripe a estratégia de prevenção mais custo/efetiva pelo impacto na redução da ocorrência da doença, internações e óbitos, com evidência principalmente nos grupos de maior risco. Esses grupos são classificados por faixa etária e condições clínicas.
O Ministério da Saúde cita que alguns estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% do número de hospitalizações por pneumonias, e de 39% a 75% da mortalidade global. Também ressalta que entre os que residem em casa de idosos à redução do risco de pneumonia tem se aproximado a 60% e o risco global de hospitalização e morte, variam em cerca de 50% a 68%, respectivamente; e ainda tem reduzido em mais de 50% as doenças relacionadas à influenza.
O MS ainda destaca o estudo realizado no Brasil sobre o perfil da morbidade hospitalar por causas relacionadas à influenza, referentes a pneumonias, influenza, bronquite crônica e não especificada e obstrução crônica das vias respiratórias não classificadas em outra parte no período 1992 a 1998 e 1999 a 2006, pré e pós a introdução das campanhas de vacinação contra a influenza.
O resultado desse estudo demonstrou uma redução importante do coeficiente, principalmente para as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste. Umas das hipóteses levantadas nesse estudo é que a introdução da vacinação contra a influenza dirigida à população idosa a partir de 1999 tem refletido positivamente na prevenção das internações por esse agravo (Daufenbach, 2009).
Fonte: Ministério da Saúde: Informe Técnico Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza – 2012
Ana Rosa dos Santos
Médica Sabinvacinas – CRM 6021 DF
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