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Novidade

Prolactina x repouso.

 

Não obrigatoriedade do repouso antes da coleta de Prolactina

  A prolactina é um hormônio polipeptídeo secretado pelas células lactotróficas da hipófise anterior. Apresenta importante papel na regulação da fertilidade, funções cognitivas, balanço hídrico e lactação. Sua liberação é pulsátil e a  regulação da secreção é predominantemente inibitória e se faz por hormônios e neurotransmissores hipotalâmicos.

A secreção de prolactina pode ser afetada por situações fisiológicas tais como a gravidez, amamentação, exercício físico, estresse, ritmo do sono, assim como por patologias do sistema hipotálamo-hipofisário ou por interações medicamentosas. Visando minimizar os efeitos agudos ambientais sobre a secreção de prolactina, nas últimas décadas vinha sendo preconizado o repouso de 20 a 30 minutos precedendo a coleta de amostra de sangue.

Estudos recentes comparando os valores de prolactina antes e após 30 minutos de repouso, demonstram que apenas 1% dos pacientes apresentam diferenças significativas nos valores de prolactina, antes e após o repouso. As variações observadas não modificaram o nível de decisão médica para diagnóstico e conduta desses pacientes.

Baseado nessas evidências, o Laboratório Sabin suspendeu a obrigatoriedade do repouso antes da coleta, ficando esse limitado a pacientes em que o médico assistente julgue necessário. Colocamo-nos entretanto, à disposição para a viabilização do repouso, para pacientes individualizados em que o médico especifique a solicitação no pedido médico.

Referências

1-Jacobs S, Brown AS, Mason J, Ostefeld A Psycological distress, depression, prolactin response in stressed persons. J Human Stress 1986;12:113-8
2-Ferriani RA, Silva MF. Effect of venipuncture stress on plasma prolactin levels. Int J Gynaecol Obste 1985;23:459-62
3-Vieira JG, Oliveira JH, Tachibana T, Maciel RM, Hauache OM. Arq Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia 2006;50:569-70

 

 

 Troponina Cardíaca: prevendo Infartos

 Hereditariedade, sedentarismo, má alimentação, cigarro, stress: são vários os fatores que contribuem para o aumento do risco do Infarto Agudo de Miocárdio, uma das doenças com alto índice de mortalidade entre a população adulta.

Quando as artérias coronárias do paciente sofrem um estreitamento devido à presença de placas de colesterol (situação denominada de arteriosclerose), as mesmas podem levar a formação de coágulos. Estes, por sua vez, quando bloqueiam parcialmente a artéria, caracterizam a Angina instável que pode evoluir para o infarto.

Os exames laboratoriais que estavam sendo usados até recentemente para diagnosticar o infarto do miocárdio eram as dosagens de CK e CK-MB, mas a Sociedade Européia de Cardiologia e o Colégio Americano de Cardiologia propuseram um novo teste como sendo considerado padrão ouro para definição de doença coronariana: Troponinas Cardíaca. Este teste considerado um ensaio mais sensível, foi disponibilizado recentemente sendo um marcador cardíaco de grande importância, pois é capaz de detectar até mesmo o menor dano cardíaco.

A Troponina é uma proteína que possui três isótopos (I, T e C) que é liberada a partir das células mortas ou danificadas do músculo cardíaco e seus níveis elevados na corrente sangüínea, poderão indicar a ocorrência de problemas cardíacos. Pacientes com Angina Instável e níveis de Troponina Cardíaca anormal têm cinco vezes mais chances de sofrer um Infarto Agudo do Miocárdio comparados aos pacientes com níveis de Troponina normal.

Outras vantagens da Troponina, particularmente TnI e TnT, sobre o teste de CK-MB, é a sua presença na corrente sangüínea por vários dias após o evento cardíaco permitindo mais tempo para o diagnóstico, e enquanto CK e CK-MB são liberados de células mortas do músculo cardíaco, as Troponinas são liberadas destas células e também das células danificadas após o evento.

Vários estudos tem mostrado que em pessoas com Troponinas sangüíneas elevadas e CK e CK-MB normal ocorreram conseqüências similares naqueles em que foram seguidos os critérios tradicionais de diagnóstico de IAM.

O Colégio Americano de Cardiologia e a Sociedade Européia de Cardiologia, recomendam essencialmente a observação dos níveis dos marcadores cardíacos (Troponinas ou CK-MB e CK total) e outro critério positivo (ECG).

Esta nova ênfase dada as Troponinas, ajudará a distinguir entre a angina de uma isquemia leve, permitindo assim que os cuidados com o pacientes sejam iniciados mais rapidamente, bem como monitorizar o tratamento.
 

 



 Teste molecular para Hepatite C

 Teste carga viral bDNA

A infecção pelo vírus da Hepatite C (HCV) é atualmente, a maior causa de doença hepática crônica em adultos, sendo a indicação mais freqüente de transplante hepático nesta faixa etária.

O HCV apresenta distribuição mundial e acomete pessoas de ambos os sexos e todas as classes econômicas e raças. Estima-se que 1% a 2% da população mundial seja portadora do vírus da Hepatite C.

A forma mais comum de transmissão de Hepatite C é por meio do contato ou produtos derivados de sangue de pessoas portadoras da infecção. Assim, em decorrência da forma de transmissão, existem os denominados grupos de risco. Entre estes pessoas que receberam sangue ou homoderivados antes de 1990, usuários de drogas injetáveis, hemofílicos, portadores do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), trabalhadores da área de saúde e pacientes portadores de Insuficiência Renal Crônica (IRC) em tratamento com Hemodiálise.

A medida da carga viral (número de partículas virais em circulação) é hoje, a ferramenta mais poderosa para o pré tratamento e acompanhamento laboratorial de indivíduos infectados. Esta  metodologia detecta diretamente o vírus e nos possibilita dizer que temos a capacidade de quantificar o número de partículas virais poucos dias após a possível contaminação.    

 


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